segunda-feira, 19 de abril de 2010

Life flows on within you and without you.


Um dia você pode jurar amor eterno à uma pessoa e amá-la como se fosse sua própria vida, amá-la mais do que ama a si próprio, colocá-la no centro do seu universo e esquecer de tudo o que há ao seu redor. E ela pode, perfeitamente, corresponder. Mas o amor é feito de momentos. Assim, é capaz que, de uma hora para outra, essa pessoa comece a perceber que te amar não faz mais tanto sentido. Começa a perder a graça, ela pensa em possibilidades de amar outra pessoa, bate uma vontade de experimentar coisas novas com um novo alguém, e às vezes, realmente faz isso. E assim esse alguém que você tanto ama, mesmo sem querer, te deixa na rua da amargura, e todas as juras que havia te feito, as promessas de te acompanhar até o fim da vida, todos os planos feitos com você, ele, simplesmente, joga no lixo. E quando para você esse amor ainda faz sentido, você vai para o lixo junto.
Nos culpamos, choramos, passamos mal, quase morremos. Em vão, porém. Coisas assim não tem explicação. Temos que aceitá-las, apenas. Aceitar o fim. Acontece que quando você ama uma pessoa a ponto de enxergar ela em tudo o que faz sentido pra você, "aceitar o fim" não existe no seu vocabulário mental.
Você sabe que não precisa realmente daquela pessoa pra viver. Você se vira bem sem ela. Acontece que, com ela, grande parte da beleza da vida se foi junto. Você começa a perceber que sem ela as cores não são tão vivas, e o nascer do sol é apenas o nascer do sol. "Não há beleza, é só tristeza".
Antes, você sabia que quando estivesse precisando de um abraço, um beijo, um ombro pra chorar, ela estaria ali, sempre. Agora, sem ela, o que você vai fazer? Pra quem você vai correr? Bate um desespero imenso. E isso prossegue até você começar a gostar de um novo alguém, e a repetir o mesmo processo. Vai amar, amar muito essa nova pessoa. Quem sabe até mais do que amava a anterior. E por mais que esta tenha te ferido, você vai esquecer. Vai pensar "dessa vez vai ser diferente". Mas acontece que não vai. Vai acabar do mesmo jeito. Talvez, agora, seja você quem a deixe, mas não importa quem, alguém sempre vai sair machucado. O amor é assim. Extremo para os dois lados. Faz bem o mesmo tanto que fere.

terça-feira, 16 de março de 2010

Oh, babe, I hate to go.


Todas as minhas malas estão arrumadas, eu estou pronta para ir. Eu estou parada aqui, bem em frente à sua porta, eu detesto ter que te acordar para dizer adeus. Mas o dia está amanhecendo, já está claro, o táxi está esperando e está buzinando. Já estou me sentindo tão solitária que eu poderia morrer. Então me beije e sorria para mim, diga que irá esperar por mim, me abrace como se nunca fosse me deixar ir embora. Eu estou partindo em um avião. Eu não sei quando eu estarei de volta novamente. Oh querido, eu odeio ir embora. Houveram tantas vezes que eu te deixei pra baixo. Tantas vezes em que eu brinquei com você, mas diga a eles que isso nunca significou nada. Todo lugar em que eu for, eu pensarei em você. Toda música que eu cantar, eu cantarei para você. Quando eu voltar, usarei o seu anel de casamento. Agora eu terei que te deixar. Mais uma vez, deixe-me beijar você. Feche os seus olhos e eu estarei no meu caminho. Sonhe com os dias que virão, quando eu não terei que te deixar sozinho. As vezes em que eu não terei que dizer : Oh querido, Eu odeio ir embora.
Leaving on A Jet Plane - Janis Joplin